Questionários Clínicos
Equilíbrio · Sistemas de controle

Mini-BESTest — Equilíbrio Dinâmico

Em vez de dar uma nota global de equilíbrio, o Mini-BESTest separa quatro sistemas de controle postural — e isso muda a conduta: mostra qual componente está falhando, não apenas que há desequilíbrio.

<strong>14</strong> itens
<strong>0–28</strong> pontos
~15 min
4 seções

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Aplicar o Mini-BESTest

O que o instrumento avalia

As quatro seções são ajustes antecipatórios (preparação para o movimento), controle postural reativo (resposta a uma perturbação), orientação sensorial (uso de visão, propriocepção e vestibular) e marcha dinâmica (equilíbrio durante o caminhar).

Essa estrutura permite direcionar o treino: quem falha na orientação sensorial precisa de trabalho diferente de quem falha no controle reativo, mesmo com escore total idêntico.

Comparado ao Berg, o Mini-BESTest inclui respostas reativas e marcha, que o Berg não avalia — e por isso mantém sensibilidade em pacientes de alto funcionamento, onde o Berg satura.

Como pontuar

Cada item é pontuado de 0 a 2 (0 = grave, 1 = moderado, 2 = normal), totalizando 0 a 28. Pontue sempre o pior desempenho observado quando houver mais de uma tentativa.

Itens com lado direito e esquerdo são pontuados pelo pior lado. Registre o uso de calçado e de dispositivo de auxílio e mantenha-o igual nas reavaliações.

Como interpretar o escore

Leia o total e o perfil das quatro seções. Um paciente com 20/28 concentrado em falhas de orientação sensorial tem um problema distinto de outro com 20/28 concentrado em controle reativo.

A avaliação do controle reativo envolve deslocar o paciente até o limite de estabilidade. Garanta apoio adequado e espaço seguro antes de aplicar essa seção.

Quanto de mudança é significativo?

Ao reaplicar o instrumento, duas perguntas diferentes precisam de resposta: a mudança é real (ultrapassa o erro de medição do teste) e ela importa (é grande o suficiente para fazer diferença para o paciente)?

LimiarSeloFonte
4 pts✓ DMCSGodi 2020 · Tamura 2024 · Beauchamp 2021
3,5✓ Mudança realGodi 2013 · neurológico

Os valores vêm de populações neurológicas — Parkinson e AVC — onde quatro estudos independentes convergem. Em contexto ortopédico, como artroplastia de joelho, a literatura sugere limiares bem menores (1 a 2 pontos); nesses casos o selo da ferramenta é conservador e pode deixar de acender diante de melhora real.

O relatório longitudinal aplica esses limiares automaticamente e exibe um selo quando a variação os ultrapassa. O critério completo está no manual do usuário.

Quando usar — e quando escolher outro

  • Boa escolha quando é preciso saber qual sistema de equilíbrio está comprometido, e em pacientes de alto funcionamento onde o Berg satura.
  • Exige avaliador treinado e mais espaço que o Berg, sobretudo para a seção reativa.
  • Prefira o Berg quando houver comprometimento grave, risco elevado de queda ou pouco espaço disponível.

Referências

Franchignoni F, Horak F, Godi M, Nardone A, Giordano A. Using psychometric techniques to improve the Balance Evaluation Systems Test: the mini-BESTest. J Rehabil Med. 2010;42(4):323–31. doi:10.2340/16501977-0537

Maia AC, Rodrigues-de-Paula F, Magalhães LC, Teixeira RLL. Cross-cultural adaptation and analysis of the psychometric properties of the Balance Evaluation Systems Test and MiniBESTest in the elderly and individuals with Parkinson's disease. Braz J Phys Ther. 2013;17(3):195–217. doi:10.1590/S1413-35552012005000085

Godi M, Arcolin I, Giardini M, Corna S, Schieppati M. Responsiveness and minimal clinically important difference of the Mini-BESTest in patients with Parkinson's disease. Gait Posture. 2020;80:14–19. doi:10.1016/j.gaitpost.2020.05.004

Godi M, Franchignoni F, Caligari M, Giordano A, Turcato AM, Nardone A. Comparison of reliability, validity, and responsiveness of the Mini-BESTest and Berg Balance Scale in patients with balance disorders. Phys Ther. 2013;93(2):158–67. doi:10.2522/ptj.20120171

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