Em vez de dar uma nota global de equilíbrio, o Mini-BESTest separa quatro sistemas de controle postural — e isso muda a conduta: mostra qual componente está falhando, não apenas que há desequilíbrio.
Pontuação e interpretação automáticas, no navegador. Nenhum dado sai do seu dispositivo.
As quatro seções são ajustes antecipatórios (preparação para o movimento), controle postural reativo (resposta a uma perturbação), orientação sensorial (uso de visão, propriocepção e vestibular) e marcha dinâmica (equilíbrio durante o caminhar).
Essa estrutura permite direcionar o treino: quem falha na orientação sensorial precisa de trabalho diferente de quem falha no controle reativo, mesmo com escore total idêntico.
Cada item é pontuado de 0 a 2 (0 = grave, 1 = moderado, 2 = normal), totalizando 0 a 28. Pontue sempre o pior desempenho observado quando houver mais de uma tentativa.
Itens com lado direito e esquerdo são pontuados pelo pior lado. Registre o uso de calçado e de dispositivo de auxílio e mantenha-o igual nas reavaliações.
Leia o total e o perfil das quatro seções. Um paciente com 20/28 concentrado em falhas de orientação sensorial tem um problema distinto de outro com 20/28 concentrado em controle reativo.
Ao reaplicar o instrumento, duas perguntas diferentes precisam de resposta: a mudança é real (ultrapassa o erro de medição do teste) e ela importa (é grande o suficiente para fazer diferença para o paciente)?
| Limiar | Selo | Fonte |
|---|---|---|
| 4 pts | ✓ DMCS | Godi 2020 · Tamura 2024 · Beauchamp 2021 |
| 3,5 | ✓ Mudança real | Godi 2013 · neurológico |
Os valores vêm de populações neurológicas — Parkinson e AVC — onde quatro estudos independentes convergem. Em contexto ortopédico, como artroplastia de joelho, a literatura sugere limiares bem menores (1 a 2 pontos); nesses casos o selo da ferramenta é conservador e pode deixar de acender diante de melhora real.
O relatório longitudinal aplica esses limiares automaticamente e exibe um selo quando a variação os ultrapassa. O critério completo está no manual do usuário.
Franchignoni F, Horak F, Godi M, Nardone A, Giordano A. Using psychometric techniques to improve the Balance Evaluation Systems Test: the mini-BESTest. J Rehabil Med. 2010;42(4):323–31. doi:10.2340/16501977-0537
Maia AC, Rodrigues-de-Paula F, Magalhães LC, Teixeira RLL. Cross-cultural adaptation and analysis of the psychometric properties of the Balance Evaluation Systems Test and MiniBESTest in the elderly and individuals with Parkinson's disease. Braz J Phys Ther. 2013;17(3):195–217. doi:10.1590/S1413-35552012005000085
Godi M, Arcolin I, Giardini M, Corna S, Schieppati M. Responsiveness and minimal clinically important difference of the Mini-BESTest in patients with Parkinson's disease. Gait Posture. 2020;80:14–19. doi:10.1016/j.gaitpost.2020.05.004
Godi M, Franchignoni F, Caligari M, Giordano A, Turcato AM, Nardone A. Comparison of reliability, validity, and responsiveness of the Mini-BESTest and Berg Balance Scale in patients with balance disorders. Phys Ther. 2013;93(2):158–67. doi:10.2522/ptj.20120171