Avalia o equilíbrio funcional em 14 tarefas do dia a dia — desde permanecer sentado sem apoio até ficar sobre um pé só. É um dos instrumentos de equilíbrio mais usados e mais estudados na reabilitação e na geriatria.
Pontuação e interpretação automáticas, no navegador. Nenhum dado sai do seu dispositivo.
A Berg mede equilíbrio funcional: a capacidade de manter e ajustar a postura durante tarefas que aparecem na vida cotidiana. Cada uma das 14 tarefas é observada e pontuada de 0 a 4, e a soma vai de 0 a 56 pontos — quanto maior, melhor o equilíbrio.
As tarefas incluem levantar-se e sentar-se, permanecer de pé com e sem apoio, transferir-se entre cadeiras, girar 360°, alcançar à frente com o braço estendido, pegar um objeto no chão e permanecer sobre um pé só.
Demonstre cada tarefa ou dê as instruções como descritas no protocolo. Ao pontuar, registre sempre a categoria mais baixa que se aplica ao desempenho observado.
| Pontuação | Significado geral |
|---|---|
| 4 | Executa a tarefa de forma independente e segura, dentro do tempo ou da amplitude exigidos |
| 3 | Executa com independência, mas com desvio do critério (tempo menor, amplitude menor, necessita supervisão) |
| 2 | Executa parcialmente ou necessita de supervisão próxima |
| 1 | Necessita de ajuda mínima ou de várias tentativas |
| 0 | Incapaz de executar ou necessita de ajuda significativa |
O critério exato varia por item — a tabela acima descreve o padrão geral. "Supervisão" significa que o examinador permanece bem próximo do paciente, sem tocá-lo.
Cronômetro, régua, duas cadeiras (uma com e outra sem braços), um degrau ou banquinho e um objeto para pegar no chão (chinelo, por exemplo).
Não existe um ponto de corte universal. A Berg é mais informativa quando comparada consigo mesma: interprete sobretudo a variação entre avaliações do mesmo paciente, não o valor isolado de uma única aplicação.
O risco de quedas é multifatorial: medicação, cognição, visão, ambiente domiciliar e histórico de quedas pesam tanto quanto o escore. Um paciente com 50 pontos e três quedas no último ano merece mais atenção do que um com 44 pontos e nenhuma.
Ao reaplicar a escala, duas perguntas diferentes precisam de resposta: a mudança é real (ultrapassa o erro de medição do teste) e ela importa (é grande o suficiente para fazer diferença para o paciente)?
| Limiar | Valor | Fonte |
|---|---|---|
| ✓ DMCS Mudança clinicamente importante | 7 pontos | Godi 2013 |
| ✓ Mudança real Acima do erro de medição (MDC) | 6,2 pontos | Godi 2013 |
Ou seja: uma variação de 3 ou 4 pontos entre duas avaliações provavelmente está dentro da variabilidade normal do próprio teste, e não deve ser lida como melhora ou piora. Os valores acima vêm de idosos com distúrbio de equilíbrio de origem neurológica (Godi 2013) — em populações de alto funcionamento a literatura relata limiares menores, mas eles caem abaixo do erro de medição e por isso não são aplicados aqui.
O relatório longitudinal da ferramenta aplica esses limiares automaticamente e exibe um selo quando a variação os ultrapassa. O critério completo está descrito no manual do usuário.
Miyamoto ST, Lombardi Junior I, Berg KO, Ramos LR, Natour J. Brazilian version of the Berg Balance Scale. Braz J Med Biol Res. 2004;37(9):1411–21. doi:10.1590/S0100-879X2004000900017
Berg K, Wood-Dauphinée S, Williams JI, Gayton D. Measuring balance in the elderly: preliminary development of an instrument. Physiother Can. 1989;41:304–11.
Godi M, Franchignoni F, Caligari M, Giordano A, Turcato AM, Nardone A. Comparison of reliability, validity, and responsiveness of the Mini-BESTest and Berg Balance Scale in patients with balance disorders. Phys Ther. 2013;93(2):158–67. doi:10.2522/ptj.20120171