Cinesiofobia é o medo excessivo de mover-se por acreditar que o movimento causará dor ou nova lesão. A TSK quantifica essa crença — um dos preditores mais consistentes de incapacidade persistente em dor musculoesquelética.
Pontuação e interpretação automáticas, no navegador. Nenhum dado sai do seu dispositivo.
A escala captura duas ideias entrelaçadas: a de que a dor sinaliza dano em curso e a de que evitar o movimento protege. Ambas são compreensíveis e ambas, quando persistem, produzem desuso, descondicionamento e mais dor.
Esta é a versão de 17 itens (TSK-17), validada para o português brasileiro. Existe também uma versão reduzida de 13 itens com faixa diferente — os valores de uma não se transferem para a outra.
Cada item vai de 1 (discordo totalmente) a 4 (concordo totalmente), e o total varia de 17 a 68. Quatro itens são invertidos (4, 8, 12 e 16) — a ferramenta faz a inversão automaticamente, o que elimina uma das fontes mais comuns de erro na aplicação em papel.
Um corte frequentemente citado é > 37 para cinesiofobia clinicamente relevante, embora ele varie por população e deva ser lido junto do contexto.
O escore isolado importa menos que a combinação com incapacidade: cinesiofobia alta em alguém já bastante limitado é alvo prioritário de intervenção; cinesiofobia alta em alguém funcionalmente ativo é menos urgente.
Ao reaplicar o instrumento, duas perguntas diferentes precisam de resposta: a mudança é real (ultrapassa o erro de medição do teste) e ela importa (é grande o suficiente para fazer diferença para o paciente)?
| Limiar | Selo | Fonte |
|---|---|---|
| 18% | ✓ DMCS | Monticone 2016 · corrob. Saadat 2023 |
O limiar é expresso em percentagem do valor inicial, e não em pontos, por dois motivos: a mudança mínima importante depende do ponto de partida, e a percentagem é a única forma de transferir o valor entre a TSK-17 e a TSK-13, que têm faixas diferentes.
O relatório longitudinal aplica esses limiares automaticamente e exibe um selo quando a variação os ultrapassa. O critério completo está no manual do usuário.
Siqueira FB, Teixeira-Salmela LF, Magalhães LC. Análise das propriedades psicométricas da versão brasileira da escala Tampa de cinesiofobia. Acta Ortop Bras. 2007;15(1):19–24. doi:10.1590/S1413-78522007000100004
Monticone M, Ambrosini E, Rocca B, Foti C, Ferrante S. Responsiveness of the Tampa Scale of Kinesiophobia in Italian subjects with chronic low back pain undergoing motor and cognitive rehabilitation. Eur Spine J. 2016;25:2882–8. doi:10.1007/s00586-016-4682-2
Saadat M, Salamat S, Mostafaee N, Soleimani F, Rouintan Z, Amin M. To evaluate responsiveness and minimal important change (MIC) for the Persian versions of FABQ, TSK, and PCS. Eur Spine J. 2023;32:3023–9. doi:10.1007/s00586-023-07835-w