Questionários Clínicos
Dor · Intensidade

Escala Visual Analógica de Dor (EVA)

A pessoa marca um ponto sobre uma linha contínua cujas extremidades representam "sem dor" e "pior dor imaginável". A distância até a marca, medida em milímetros, é a pontuação. Por ser contínua, é a escala preferida em pesquisa clínica.

<strong>1</strong> item
0–100 mm
~1 min
↓ menor = menos dor

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Aplicar a EVA

O que o instrumento avalia

A EVA mede intensidade de dor numa escala contínua, o que lhe dá mais resolução estatística que a escala numérica de 11 pontos. Na prática clínica, porém, as duas se comportam de forma muito semelhante e produzem valores comparáveis.

A versão digital desta ferramenta substitui a régua de papel por um controle deslizante, eliminando o erro de medição manual com régua — que é uma das principais fontes de variabilidade da EVA impressa.

Exige abstração visual-espacial. Pessoas idosas, com déficit cognitivo, com alteração visual ou baixa escolaridade têm mais dificuldade com a EVA do que com a escala numérica ou verbal — e a taxa de respostas inválidas é maior.

Como pontuar

Apresente a linha sem marcações intermediárias e peça que a pessoa indique o ponto que corresponde à sua dor neste momento. O valor é a distância da extremidade "sem dor" até a marca, de 0 a 100 mm.

Não mostre valores numéricos durante a marcação nem o resultado anterior — ambos enviesam a resposta.

Como interpretar o escore

Como na escala numérica, o que informa é a variação relativa ao valor inicial. As faixas descritivas usuais são: 0 sem dor · 1–30 leve · 31–60 moderada · 61–90 intensa · 91–100 máxima.

Não converta valores de EVA para END nem vice-versa em prontuário. Embora se correlacionem bem, são instrumentos distintos — troque de escala apenas se registrar a troca explicitamente.

Quanto de mudança é significativo?

Ao reaplicar o instrumento, duas perguntas diferentes precisam de resposta: a mudança é real (ultrapassa o erro de medição do teste) e ela importa (é grande o suficiente para fazer diferença para o paciente)?

LimiarSeloFonte
30%✓ DMCSOlsen 2018 · revisão sistemática, dor crônica

O relatório longitudinal aplica esses limiares automaticamente e exibe um selo quando a variação os ultrapassa. O critério completo está no manual do usuário.

Quando usar — e quando escolher outro

  • Boa escolha em pesquisa clínica e sempre que for desejável uma medida contínua e sensível.
  • Prefira a END na rotina ambulatorial e por telefone — mais simples, sem perda relevante de informação.
  • Evite em déficit cognitivo, alteração visual importante ou quando a taxa de respostas inválidas for um problema.

Referências

Olsen MF, Bjerre E, Hansen MD, Tendal B, Hilden J, Hróbjartsson A. Minimum clinically important differences in chronic pain vary considerably by baseline pain and methodological factors: systematic review of empirical studies. J Clin Epidemiol. 2018. doi:10.1016/j.jclinepi.2018.05.007

Ferreira-Valente MA, Pais-Ribeiro JL, Jensen MP. Validity of four pain intensity rating scales. Pain. 2011;152(10):2399–404. doi:10.1016/j.pain.2011.07.005

Uso por profissionais de saúde. Esta página é material educativo e a ferramenta é um apoio à avaliação clínica — não substitui o julgamento profissional nem constitui diagnóstico.