Vai além da intensidade: além de quatro perguntas sobre o quanto a dor dói, o BPI mede o quanto ela atrapalha — atividade geral, humor, caminhar, trabalho, relacionamentos, sono e prazer de viver. É essa segunda parte que costuma mudar a conduta.
Pontuação e interpretação automáticas, no navegador. Nenhum dado sai do seu dispositivo.
A parte de intensidade pergunta pela pior dor, a menor, a média e a dor atual nas últimas 24 horas. Registrar as quatro é mais informativo que uma nota única: a distância entre a pior e a menor revela o quanto a dor oscila ao longo do dia.
A parte de interferência pergunta, em sete domínios, o quanto a dor atrapalhou. Dois pacientes com a mesma intensidade média podem ter perfis de interferência completamente diferentes — um dormindo mal, outro incapaz de trabalhar — e isso direciona a intervenção.
Todos os itens vão de 0 a 10. Na intensidade, 0 = sem dor e 10 = a pior dor imaginável. Na interferência, 0 = não atrapalhou e 10 = atrapalhou completamente. Os itens são analisados individualmente — a ferramenta não soma um escore único.
O período de referência é as últimas 24 horas. Mantenha-o constante entre as reavaliações.
Olhe os dois blocos separadamente. Melhora de intensidade sem melhora de interferência sugere que a dor diminuiu mas a limitação persiste — cenário comum em dor crônica, e que aponta para intervenção funcional, não apenas analgésica.
Ao reaplicar o instrumento, duas perguntas diferentes precisam de resposta: a mudança é real (ultrapassa o erro de medição do teste) e ela importa (é grande o suficiente para fazer diferença para o paciente)?
| Métrica | Limiar | Selo | Fonte |
|---|---|---|---|
| Pior dor | 30% | ✓ DMCS | Mease 2011 · fibromialgia |
| Dor média | 30% | ✓ DMCS | Mease 2011 |
| Dor atual | 30% | ✓ DMCS | Mease 2011 |
| Menor dor | 30% | ✓ DMCS | Mease 2011 |
| Ativ. geral | — | — | Wong 2013 · ver tabela por população |
| Humor | — | — | |
| Caminhar | — | — | |
| Trabalho | — | — | |
| Relacionamentos | — | — | |
| Sono | — | — | |
| Apreciar a vida | — | — |
Os limiares de mudança variam conforme a condição do paciente. Na ferramenta, um seletor no relatório longitudinal ajusta o valor aplicado.
| População | Métrica | Limiar | Selo |
|---|---|---|---|
| Metástase óssea (dor oncológica) | Ativ. geral | 3,6 pts | ✓ DMCS |
| Metástase óssea (dor oncológica) | Humor | 3,2 pts | ✓ DMCS |
| Metástase óssea (dor oncológica) | Caminhar | 2,8 pts | ✓ DMCS |
| Metástase óssea (dor oncológica) | Trabalho | 4 pts | ✓ DMCS |
| Metástase óssea (dor oncológica) | Relacionamentos | 1,9 pts | ✓ DMCS |
| Metástase óssea (dor oncológica) | Sono | 3,4 pts | ✓ DMCS |
| Metástase óssea (dor oncológica) | Apreciar a vida | 3,8 pts | ✓ DMCS |
O relatório longitudinal aplica esses limiares automaticamente e exibe um selo quando a variação os ultrapassa. O critério completo está no manual do usuário.
Cleeland CS, Ryan KM. Pain assessment: global use of the Brief Pain Inventory. Ann Acad Med Singap. 1994;23(2):129–38.
Mease PJ, Spaeth M, Clauw DJ, et al. Estimation of minimum clinically important difference for pain in fibromyalgia. Arthritis Care Res. 2011;63(6):821–6. doi:10.1002/acr.20449
Wong K, Zeng L, Zhang L, et al. Minimal clinically important differences in the Brief Pain Inventory in patients with bone metastases. Support Care Cancer. 2013;21:1893–9. doi:10.1007/s00520-013-1731-9