Questionários Clínicos
Saúde mental · Três dimensões

DASS-21 — Depressão, Ansiedade e Estresse

Separa três estados emocionais que costumam ser confundidos entre si: humor deprimido, ansiedade fisiológica e tensão/estresse persistente. Essa distinção é o que diferencia o DASS-21 de instrumentos de rastreio unidimensionais.

<strong>21</strong> itens
<strong>0–42</strong> por subescala
~5 min
3 subescalas

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Aplicar o DASS-21

O que o instrumento avalia

Sete itens para cada subescala. Depressão foca em desânimo, anedonia e desvalorização; ansiedade em ativação autonômica e medo situacional; estresse em irritabilidade, tensão e dificuldade de relaxar.

A subescala de estresse é a menos comum em outros instrumentos e frequentemente a mais alta — captar tensão persistente sem transtorno estabelecido é justamente onde o DASS-21 acrescenta informação.

É uma medida dimensional, não diagnóstica: descreve intensidade de sintomas nas últimas semanas, sem estabelecer categorias clínicas.

Como pontuar

Cada item vai de 0 a 3, referindo-se à última semana. Some os sete itens de cada subescala e multiplique o resultado por 2 — o DASS-21 é a forma reduzida do DASS-42, e a multiplicação torna os valores comparáveis à escala original de 0 a 42. A ferramenta faz isso automaticamente.

Faixas (após a multiplicação): depressão normal 0–9, leve 10–13, moderada 14–20, grave 21–27, extremamente grave 28+ · ansiedade 0–7, 8–9, 10–14, 15–19, 20+ · estresse 0–14, 15–18, 19–25, 26–33, 34+.

Como interpretar o escore

Leia o perfil entre as três subescalas, não apenas os valores isolados. Estresse alto com depressão normal sugere sobrecarga e demanda excessiva; depressão alta com estresse baixo sugere quadro mais estabelecido e menos reativo.

O DASS-21 não avalia risco de suicídio e não substitui avaliação diagnóstica. Se houver preocupação com risco, use um instrumento com item específico.

Quanto de mudança é significativo?

Ao reaplicar o instrumento, duas perguntas diferentes precisam de resposta: a mudança é real (ultrapassa o erro de medição do teste) e ela importa (é grande o suficiente para fazer diferença para o paciente)?

MétricaLimiarSeloFonte
Depressão5 pts✓ Mudança realRuwaard 2012 · adultos
Estresse7 pts✓ Mudança realRuwaard 2012 · adultos

Limiares por população

Os limiares de mudança variam conforme a condição do paciente. Na ferramenta, um seletor no relatório longitudinal ajusta o valor aplicado.

PopulaçãoLimiarSelo
DPOC / reabilitação pulmonar5 pts✓ DMCS
As três subescalas se comportam de forma diferente, por causa da regra de que um limiar clínico só vale se for maior que o erro de medição. Depressão: os dois coincidem em 5, então há selo verde na população DPOC. Estresse: o limiar clínico publicado (5) fica abaixo do erro de medição (7), então só há selo azul. Ansiedade: não há erro de medição publicado para adultos e, como as subescalas vizinhas são 5 e 7, um limiar de 5 provavelmente cairia no ruído — por isso ela não recebe selo algum até haver um valor confiável.

O relatório longitudinal aplica esses limiares automaticamente e exibe um selo quando a variação os ultrapassa. O critério completo está no manual do usuário.

Quando usar — e quando escolher outro

  • Boa escolha quando interessa distinguir estresse de ansiedade e de depressão, e para acompanhamento dimensional ao longo do tratamento.
  • Prefira a HADS em pacientes com doença física, onde itens de ativação somática podem confundir.
  • Atenção à escala ao comparar com a literatura: verifique sempre se os valores citados são pré ou pós-multiplicação por 2.

Referências

Lovibond PF, Lovibond SH. The structure of negative emotional states: comparison of the Depression Anxiety Stress Scales (DASS) with the Beck Depression and Anxiety Inventories. Behav Res Ther. 1995;33(3):335–43. doi:10.1016/0005-7967(94)00075-U

Vignola RCB, Tucci AM. Adaptation and validation of the Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS) to Brazilian Portuguese. J Affect Disord. 2014;155:104–9. doi:10.1016/j.jad.2013.10.031

Ruwaard J, Lange A, Schrieken B, Dolan CV, Emmelkamp P. The effectiveness of online cognitive behavioral treatment in routine clinical practice. PLoS ONE. 2012;7(7):e40089. doi:10.1371/journal.pone.0040089

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